"...só viram os que levantaram para trabalhar no alvorecer que foi surgindo..."

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal...possibilidade de Encontro com a Espiritualidade


Mário Sergio Cortella professor universitário , conferencista em instituições públicas , empresas e ONGs fala ao jornalista José Tadeu sobre a importância de não adiarmos nosso encontro com a espiritualidade.
Quero compartilhar com vocês a síntese dessa entrevista...


Em época de Natal , a sensação é a de que há algo mais na atmosfera.Para uns , é encantamento , elevação .Para outros , apenas nervosismo , que se traduz em febre de consumo , excessos alimentares e conflitos interpessoais .Existe lugar para a espiritualidade em meio a tanta agitação?Algumas vezes aquilo que chamamos de “Espírito de Natal” é algo cínico “ , que agrega os indivíduos em torno de festividade de conveniência.Mas há muitas pessoas que , independente de serem ou não cristãs , têm , nesta época do ano , uma verdadeira experiência do comemorar que, significa “lembrar junto” , mas lembrar o quê? De que estamos vivos , partilhamos a vida , de que a vida não pode ser desertificada.Lembrar que há uma pulsão de vida e claro que , a todo instante , está colocada também a possibilidade de que ela cesse.Somos o único animal que sabe que um dia vai morrer.Isso significa que como humanos , deveríamos ter a tentação de não desperdiçar a vida .E como disse Benjamin Disraeli , séc.:19,”A vida é muito curta para ser pequena”.
Mas como não apequenar a vida?Dando lhe sentido.A espiritualidade ou religiosidade é uma das maneiras de fazê-lo.Religiosidade , não necessariamente religião.Religiosidade que se manifesta como convivência , fraternidade , partilha , agradecimento , homenagem a uma vida que explode beleza.Isso não significa viver sem dificuldades , atribulações...
Cortella também diferencia religiosidade de religião...
Religiosidade é uma manifestação da sacralidade da existência , uma vibração da amorosidade da vida.E também o sentimento que temos da nossa conexão com esse mistério, com essa dádiva.Algumas pessoas canalizam a religiosidade para uma forma institucionalizada , com ritos , livros – a isso se chama “religião “.Há muita gente com intensa religiosidade que não tem religião.Mas segundo Cortella jamais conheceu alguém que não tivesse religiosidade,diz também que o Divino , o sagrado , pode ganhar muitos nomes.Pode ser Deus no sentido judaico – cristão – islâmico da palavra;pode ser deuses, pode ser uma vibração ou iluminação.Independente de como o denominamos , há algo que reconhecemos como transcendente , que ultrapassa a coisificação do mundo e a materialidade da vida , que faz com que haja importância em tudo que existe.Desse ponto de vista , não basta que eu me conecte com a natureza .Preciso fazer uma incursão no interior de mim mesmo , em busca da vida que vibra em mim e da fonte dessa vida.É essa fonte que alguns chamam de Deus.
Desejo que neste Natal tod@s possamos entrar em contato com a pulsão de vida , com @ Deus (@) que existe em nós e assim re ssignificar a vida e transcender a “sua pequenez”fazendo de 2010 o ANO!!!
Abraços e beijos fraternos,
Ivone T. Cunha

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Colcha de Retalhos



Hoje fizemos uma colcha de retalhos .
Todos os restinhos de pano que
foram guardados serviram .
Ao pegarmos cada pedaço
Recordava –nos de pessoas,
Acontecimentos ...
Como se cada um tivesse a sua
história para contar.
Fomos costurando .Cores que a
primeira vista não combinavam ,
Padrões e desenhos totalmente
diferentes , tudo se juntou.
A colcha ficou pronta .
E como ficou bonita!
E fico pensando :
Na vida todos os seres são diferentes .
Ninguém é igual ao Outro .
Nada de repetição , de monotonia .
E não são diferentes só fisicamente.
Todos pensam diferentes, sentem diferentes , agem diferente.
Um completa o outro . Um apóia o outro .
Que maravilha é uma “colcha” de tantos seres diferentes,
formando a humanidade.
Por que quero que todos sejam iguais , pensem iguais , sintam iguais ?
Eu sou um pedacinho no grande conjunto .
Embelezo sua Criação de um determinado modo.
Outros realçam outras Cores outros padrões.
Importante é querer ser “costurado” aos outros retalhos e
Não ficar isolado.
Todos unidos na procura de união e fraternidade,
cada um do seu modo ,
formam a grande colcha da unidade na diversidade.

(desconheço @ autor@)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O semeador da paz




Nunca vi ninguém viver tão feliz
Como “ele” no sertão
Perto de uma mata e de um ribeirão...”



O semeador da paz

As lembranças que trago do meu pai é sempre de Homem sensato, pacífico, sossegado, limpo, sereno , coerente , honesto, decoroso, honrado ,digno , ponderado, humilde . Humilde no sentido primeiro da palavra , que vem de húmus /terra, homo/ integridade, de se saber parte de uma humanidade com origem e destino comuns , irmãos , porque filhos de um mesmo Pai.
E por ser humilde ,era humanitário, bem feitor, acolhedor.
Homem de fé inabalável, firme e de palavras sábias.
Aquele que sabia mediar conflitos considerando o bem do todo;
que sabia ouvir e se posicionar .
Trago na memória a imagem do homem do campo, aquele que conhece bem os ciclos da natureza; contemplador, conhecedor da natureza humana,
apreciador da Obra Divina e por isso respeitador.
Meu pai deixou o campo para se dedicar a família , para oferecê-la melhores
condições de vida, estudo , e trouxe consigo o sertão com suas tradições,
Seus valores, sua integridade.
Foi para nós fortaleza e proteção. Exemplo de filho,
Marido, pai, avô, Ser humano.
Lutou, sofreu , amou e se doou, cuidou muito da vida.
Ele foi um SEMEADOR DA PAZ.
Que seu exemplo nos anime a SER-tão como ele.
Guimarães Rosa disse que:
“Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria...
Depois, retoma “coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos...”
Este é o nosso grande desafio de agora em diante!
Mas sei que o “Sertão é dentro da gente.” (Guimarães Rosa) e que “O Sertão está em toda a parte” (.Guimarães Rosa).
Meu pai está aqui , dentro da gente, em toda parte, nos seus ensinamentos , nos valores que herdamos...
Agradeço, a grandiosidade de tê-lo tido como pai! Agradeço por ter testemunhado a sua bela existência!

Ivone

sábado, 24 de outubro de 2009

Nota de falecimento


Marcolino Teixeira da Silva,meu pai, faleceu em 24/10/2009.O velório será em sua casa e o enterro será no Cemitério Jardim das Palmeiras a 13:00 hs do dia 25/10/2009.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No dia dos professores, refletindo através de um texto antigo , porém , atual


É quase século XXI e eu aqui, em meio a tantos avanços , tanta tecnologia , tanta inovação pedagógica , me vejo com uma proposta um tanto antiga, educar...
Chego em uma escola e encontro um grupo de crianças , jovens sedentos , famintos de tanta coisa ; não falta só comida , falta amor , falta limite , orientação , falta cultura .
A violência muitas vezes impera , nos palavrões , nos gestos , nas ações...
Lindo é o sonho universitário de uma escola ideal ,dura é a realidade encontrada para realizar esse sonho , que não é impossível , mas que com certeza exigirá por parte do sonhador “arregaçar as mangas” e doar todo o sangue , o tempo , a vida, SEM GARANTIA DE QUE ALGO VAI BROTAR , MAS COM A CERTEZA DE TER CULTIVADO A VIDA..
Quão difícil é abrir os olhos de quem não quer ver ! Quão duro é despertar aquele que já perdeu as esperanças , ou mesmo nunca as teve! Quão árduo é armar aquele que já nasceu derrotado !
Em fins do século XX , me sinto a própria Joana D’Arc , guerreira medieval , não com armaduras , armada apenas de conhecimento ,de sonhos , coragem , amor , lutando contra o monstro da baixa-estima , do imediatismo , da descartabilidade , da falta de perspectiva , enfim , da falta de EDUCAÇÃO.
As inofensivas criancinhas muitas vezes se transformam em vampirinhos que sugam não a guerreira , mas a humana “professorinha”.E aqui, RS...lembro Miguel Falabella, “SALVE A PROFESSORINHA”!
Foi se o tempo do professor ditador ,professor - pai , autoridade máxima , o professor personalidade respeitada , modelo , referência de vida...sobrou o professor companheiro , amigo , mas “não sei porque” , sobrou para ele a depreciação , a desvalorização .
E é então que neste contexto me vejo lutando , não contra crianças e jovens “vampirinhos” , mas contra o que fizeram e fazem com elas , contra um sistema que empobrece , que aniquila e que aumenta assustadoramente a cada dia as diferenças..
É com a paciência , persistência e esperança de um camponês que vou semeando , cultivando as mais antigas e básicas lavouras , a dos valores humanos , pois sem eles, sem a tal proclamada ética , a vida corre o risco de nada ser.
Educar
Antes formar , modelar , treinar , repreender , reter
Ao aluno ouvir e obedecer
Hoje despertar , estimular , mediatizar
Fiel da balança
Fio de prumo
É traduzir o mundo para a criança
E dela o potencial despertar
Fazê-la rir , brincar , sonhar , criar
Participar , caminhar , crescer
Tornando – a um adulto capaz de pensar
Para o seu destino ele próprio traçar
Definindo um rumo
No caos que é o mundo
Educar é o indivíduo munir
E do presente fazer o futuro surgir.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Li e indico .Um livro que encanta...
Para "tomar um gostinho" do livro , vejam abaixo esta resenha feita por Maria Helena Sleutjes.
O ROMANCE DE MARIA MADALENA - Jean-Yves Leloup
Mesclando filosofia, história, teologia, ficção e muita poesia, Jean-Yves Leloup discorre neste livro, de forma extraordinária sobre o arquétipo feminino. Utilizando a figura enigmática e provocante de Maria Madalena (a “pecadora” que acompanhava Jesus, segundo a tradição cristã) e com base nas recentes descobertas dos evangelhos desenterrados em Nag Hammadi, o autor mergulha com rara beleza e sensibilidade, nos meandros mais delicados, mais fortes, mais inexplicáveis, mais dolorosos, mais doces e mais sagrados da alma da mulher de ontem, da mulher de hoje, da mulher de sempre.A história se inicia através da contemplação na atualidade de um quadro onde se encontram as figuras de Maria Madalena e Jesus num Museu de Arte Bizantina, exatamente com a exclamação: “Este homem e esta mulher se amaram.” Este quadro, transformado em ícone para que a figura de uma jovem de 20 anos se mescle à figura de Maria Madalena, dá substância as idéias de Leloup, e vai permitir ao leitor viajar por uma outra história, igualmente salvadora, do poder acreditar que o Amor entre um homem e uma mulher, seja realmente possível.Nos primeiros capítulos, Leloup descreve a formação de Maria Madalena, seu conhecimento mais abrangente da vida, seu amor pelos estudos, sua aproximação da cultura egípcia e grega e sobretudo, seus questionamentos sobre os costumes e padrões vigentes, evidentes nestas falas: “– Não há outra realidade, além da realidade, mas será que a conhecemos melhor através dos sonhos ou da razão?... Será que ela se revela através do prazer ou da obrigação?...Consolo e prazer poderiam vir de outra pessoa ou de mim mesma?” Desnudando os sentimentos femininos de solidão através da voz de Sara, criada de Maria Madalena mas também sua instrutora, acrescenta: “Se lhe faltar a imaginação, você jamais verá corpos que cintilam, a luz azul que banha seu leito, o grande sorriso que transborda de seus olhos. Você jamais verá almas que se encontram... O amor assim como a grande realidade, não existe, cabe a você cria-lo. A vida não tem sentido, cabe a você dar-lhe um. Estamos na terra para isto, amamo-nos para que a vida não seja absurda e para que a morte não tenha a última palavra.”Ainda no início do livro, Leloup nos brinda com a prece de Maria Madalena, uma prece que é pura poesia e que ela teria supostamente escrito para se defender dos deuses acusadores que fazem os homens nascerem velhos e culpados de todos os horrores do mundo:
“Meu Deus, tu és o Deus da primavera,O que faz florescer, o que faz crescer.
Será que é mesmo necessário que sejamos “pequeninos”Para que tu sejas todo-poderoso?“Pobres pecadores”, para que tu sejas misericórdia?
Não é suficiente que estejamos nus, para que tu brilhes,
Que estejamos vazios, para que tu sejas tudo?
Tu não és um Deus que desconfia das mulheres,
Que canoniza os santos e queima as feiticeiras.
Tu és belo e amas a beleza
Eu orei a ti, com freqüência, Meu DeusPara que me livrasses dos deuses que acusamQue desprezam e fanatizam...
E tu me enviaste a primavera: a amendoeira Floresceu.
Respirei o grande dia e a grande noite,Reconheci teu sopro no jardim,
Tua brisa à beira do lago.Tu me ensinaste que rezar mais
É respirar melhor.Ainda não sei se és o Deus dos amantes,
Se fores aquele que ama em todos os que amam........
.....Amo-te sem te ver, sem te tocar
E, no entanto, sei que me deste
Olhos para ver e braços para abraçar.
Um dia talvez, em cores oceânicas,
Um homem virá
Para te dar um semblante
E abençoar a terra na oferenda de meu corpo;
Então, eu te amarei, meu Deus
Como as mulheres amam,
Como as crianças,
Como a tempestade
E nos tornaremos Um.”
Aprofundando constantemente os questionamentos em Maria Madalena, Leloup leva-a a perguntar se existe homem inteligente e belo pois os homens que ela encontrava seriam uma coisa ou outra...apaixonados imbecis ou inteligentes gelados e acrescentando diz: “estremeço mais de vergonha que de prazer” e ainda, ela se perguntaria: “- Quem colocou em mim este desejo lacerante de núpcias impossíveis?”.Contemplando a questão do pecado ou a possessão da alma de Maria Madalena por sete demônios, Leloup afirma que existem sim, sete impedimentos à consciência e ao Amor, sete maneiras de gelar o sangue, de conter seus gestos, seu olhar, suas palavras, para não mais dar e, continuamente, desesperadamente, obstinar-se em apoderar, em reter o que se deve deixar escapar e abandonar.Com a segurança que lhe é peculiar, Leloup demonstra que é necessário fazermos o inventário de nossos demônios, conhecer melhor o que nos aliena e nos possui, para melhor apreciar e agradecer o que nos liberta. Assim, Maria Madalena, burilando ainda mais o entendimento de si mesma, diz: “Nossa vida vale unicamente pelo olhar através do qual nos vemos... Liberdade... mas, para fazer exatamente o quê?” Maria Madalena nas palavras de Leloup, desejava se manter livre para o estudo, para o conhecimento e o esposo que ela buscava era o Logos – a informação criadora e assim o autor conseguindo olhar através das frestas de luz da alma feminina declara saber que secretamente esta mulher deseja uma inteligência que tenha um semblante, um corpo a quem ela pudesse realmente abraçar como a um homem...numa verdadeira aliança entre os sopros e os sonhos.Descrevendo o encontro de Maria Madalena e Jesus, Leloup fala de um sublime encantamento que não se explica , onde a verdade de um passa a ser o semblante do outro, um semblante que não se pode ter, não se pode possuir, pode-se unicamente entregar-se a sua doçura e a exigência do seu olhar.Para melhor demonstrar suas idéias acerca do Amor, Leloup coloca nas palavras que Jesus dirige à Maria Madalena, significados que afirmam que a única coisa necessária ao ser humano é que este aprenda a fazer o que fizer com Amor, e diz: “tudo o que fazemos sem Amor é tempo perdido, tudo o que fazemos com Amor, é eternidade encontrada” ou então, “Amar não é projetar-se no outro...Amar é deixar ser”. Continuando Leloup afirma que o amor é a morte da morte, aquilo que a compreende e supera e por fim, que o amor humano também pode ser um amor maior: “ - O que resta de um homem quando ele matou, em si, a alma do amor?...”. E para concluir,Leloup afirma através deste romance que não existe ausência no amor – “o ausente não está no horizonte nem em seus sonhos, ele cola em sua pele” e assim pergunta: “ - Conhecemos o ser amado pela ”psique“ ou pela ”pneuma“? E conclui, que conhecemos o ser amado pela soma do encontro (o nós), exatamente através da capacidade de perceber pois não podemos ser mobilizados apenas por aquilo que conseguimos ver mas pelo que percebemos e pelo que percebemos com o coração”.- Seria o bem amado um homem, um deus, um ideal ou uma quimera?
Maria Helena Sleutjes

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Outubro rosa



O mundo vai se pintar de rosa na luta contra o câncer de mama, confira
Por Clara Reis • 05/10/2009
Em outubro não se comemora apenas o Dia das Crianças. O 10º mês do ano também foi escolhido para representar a luta mundial contra o câncer de mama. Trata-se do Outubro Rosa, uma ação para conscientizar e mobilizar a sociedade ao combate à doença. A ação surgiu em 1997, nas cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia e foi marcada pela iluminação de monumentos históricos com luzes rosa - desde então vários outros países aderiram à campanha.
Em terras brasileiras, durante todo mês, uma série de eventos vai colorir de cor de rosa alguns dos pontos mais importantes do país. No Rio de Janeiro, o símbolo escolhido foi o Cristo Redentor. Em São Paulo, são quatro: o Monumento das Bandeiras, o Prédio da BM&F, a esquina da Rua Oscar Freire com Haddock Lobo e o Shopping Iguatemi. Em Belo Horizonte, ficará cor de rosa o Museu de Artes e Ofícios. Em Recife, o Palácio do Campo das Princesas. Já em Blumenau será a Ponte do Centro. Na cidade histórica de Ouro Preto, a Igreja Nossa Senhora do Rosário será iluminada e, em Porto Alegre, serão o Monumento à Júlio de Castilhos e a Fundação Iberê Camargo.
A ideia é alertar a população sobre a importância da mamografia periódica para todas as mulheres com mais de 40 anos e do diagnóstico precoce. Lembrando que o exame mamográfico é o melhor meio para detectar tumores ainda em fase inicial, possibilitando a cura em até 95% dos casos. Segundo a American Cancer Society, cerca de 1,3 milhão de mulheres no mundo são diagnosticadas com câncer de mama anualmente e 465 mil morrem por causa da enfermidade. Detalhe: a doença ainda afetará a vida de mais de 49 mil brasileiras até o final deste ano.
Agora é lei
Foi promulgada em 29 de abril deste ano, a Lei Federal 11.664/2008, de autoria do deputado federal Enio Bacci, que trata de questões relativas à prevenção, detecção, tratamento e controle dos cânceres do colo uterino e de mama. Uma das maiores conquistas prevista nesta nova lei é a garantia da realização do exame mamográfico pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todas as mulheres a partir de 40, e não mais de 50 anos de idade como era anteriormente.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sugestões para leitura...


A Cidade do Sol
Khaled Hosseini . Ano: 2007 Editora: Nova Fronteira
Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.
Li recentemente e fiquei sensibilizada com a história dessas duas mulheres,Marian e Laila.História de opressão , rejeição , violência e guerra. Me emocionei com a condição de vida dessas mulheres que ,embora de países, culturas diferentes da nossa , não difere de muitas de nós. É doído pensar no machismo escancarado , desprezível que as muçulmanas sofrem, mas igualmente doído é o machismo camuflado daqui; acredito que muitas mulheres tenham sentimentos e sofrimentos semelhantes,mesmo que as situações vividas sejam"distintas".
Muito já foi feito e muito ainda há por fazer por relações igualitárias , de respeito e tolerância às diferenças , às individualidades.

Sugestão de livro para leitura


A CAMA NA VARANDA: AREJANDO NOSSAS IDEIAS A RESPEITO DE AMOR E SEXO
Regina Navarro Lins Ano: 2006.Editora: Best Seller

Um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90, A Cama na Varanda discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Conciliando sua experiência como palestrante e professora à prática da psicanálise, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo. Nesta nova edição, revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais: estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar passam a ser consideradas, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena.
Li e gostei muito ,além de tudo o que foi descrito acima, o livro permite refletir e reformular nossos conceitos acerca dos nossos relacionamentos.

Sugestão de livro para leitura



Textos da fogueira.
Muraro, Rose Marie. 2000. Editora Letraviva (Brasília)


Reunião de textos malditos, não sobre sexualidade, e sim sobre o poder. Eles mostram que o poder não nasce da cobiça, mas do Sagrado. A autora analisa como a satanização da sexualidade vai sendo substituída pela satanização do poder, inclusive detendo-se detalhadamente no "Martelo das Feiticeiras".

Li este livro onde a autora apresenta textos da época da inquisição onde ,mulheres eram condenadas sob a alegação de praticarem atos de bruxaria , mostra toda a teia de interesses e poder que envolvia tais julgamentos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Hoje em dia, temos muita ejaculação e pouco orgasmo

Eros e Psiquê


06/09/2001 - 12h26

"Hoje em dia, temos muita ejaculação e pouco orgasmo", diz professor da Folha de S.Paulo

Eros, o deus do amor, pede intimidade entre os casais, não acrobacias. Técnicas sexuais desprovidas de sentimento produzem prazeres físicos superficiais e efêmeros. Não chegam a tocar a alma, como pede Eros."Hoje em dia, temos muita ejaculação e pouco orgasmo", comenta o professor de filosofia da PUC de São Paulo Antônio José Romera Valverde.Não é preciso tanta preocupação com o desempenho sexual, garantem os estudiosos de Eros. O deus do amor é brincalhão, leva tudo no bom humor, inclusive os fracassos, e se diverte muito com carícias simples. Ele não tem pressa nem ansiedade, e reconquistá-lo é bem mais fácil do que se imagina, diz o cientista social e terapeuta corporal André Valente de Barros Barreto."Tome um banho gostoso, vista uma roupa agradável, deixe o ambiente à meia-luz e faça tudo com o parceiro, menos a penetração. Não siga nenhum roteiro. Apenas explore o corpo do outro como se fosse um grande parque de diversões", sugere ele.Para o teólogo e pensador norte-americano Thomas Moore, sexo erótico é o sexo que alia os prazeres proporcionados pelo toque, pelo cheiro, pela visão e pelo som a sentimentos de amor, de paz emocional e de profunda amizade. A amizade, aliás, é a grande aliada de Eros, diz Moore. Amantes que são também amigos têm laços mais profundos quando fazem amor. Eles conhecem a alma do parceiro, sabem o que encanta a imaginação do outro e sempre têm algo a dizer antes, durante e depois do sexo. A amizade também inspira os carinhos depois do orgasmo, mantendo vivo o afeto.É importante lembrar que o prazer sexual não está desligado dos outros prazeres de Eros. Um dia-a-dia tenso e cheio de conflitos afasta o deus do amor, enquanto uma vida recheada de afeto, de respeito ao outro, de imaginação e de amor pelo trabalho e pela casa cria um ambiente harmonioso e descontraído que convida à intimidade e à troca de carinho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Metamorfose




Meta mor fose
A meta de se chegar a uma forma bela
A meta de se chegar a perfeição
A transformação
Trans Forma Ação
E para isso passar pela reclusão
Ser disforme
Aparentemente sem vida
Um processo infindo, permanente
É o óvulo que se faz feto
E o feto que se faz gente
É a gente que se faz criança
A criança que se faz adolescente
O adolescente que se faz adulto
O adulto que se faz velho
É a vida que se faz morte
E a morte que se faz vida
É a gente que no processo da vida
Tantas vezes nos sentimos imobilizados
Pelas circunstâncias do ovo – mundo
Noutras somos lagartas rastejando , ralando para sobreviver
Até podermos sentir – nos borboletas livres para voar
Estágio pleno difícil de alcançar
Quando pensamos alcançar o topo
Tudo se renova começando no ovo
É como se o próprio mundo fosse a crisálida
Que nos protege e guarda
Permitindo – nos tecer a nós mesmos
Rastejar, aprender, caminhar , crescer
Para o grande parto para a outra dimensão
É muito bonito ver a vida assim e dar graças a Deus a EVOLUÇÃO.


(Janeiro de 1997.)

Ivone

sábado, 19 de setembro de 2009

Erotizar a vida faz bem para o sexo e também para a alma


06/09/2001 - 12h17

MÁRCIA DETONIda Folha de S.Paulo



Parece insanidade afirmar que falta erotismo ao cotidiano do brasileiro, a quem hoje é quase vedada a possibilidade de assistir a um programa de TV que não apele para o sexo ou para imagens de mulheres nuas. A verdade é que Eros está sendo vivenciado apenas no seu aspecto secundário, a sexualidade. Suas outras qualidades, que têm o poder de tranquilizar a alma, foram desprezadas. Isso explica o conhecido mal-estar da sociedade contemporânea, cujos sintomas são angústia, depressão e sentimento de vazio e de infelicidade. Em 1955, o filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse (1898-1979) já alertava: a passagem do mundo infeliz para o feliz passa pela erotização de tudo à nossa volta. O autor de "Eros e Civilização" dizia que o homem havia perdido a capacidade de gozo com os sentidos e precisava reencontrar o prazer nas coisas do mundo. Quase 50 anos depois, as idéias de Marcuse sobre Eros permanecem atuais, afirma o professor de filosofia da PUC e da FGV Antônio José Romera Valverde.Quando falou em erotismo, Marcuse não estava se referindo à nudez feminina, a corpos perfeitamente esculpidos em academias e salas cirúrgicas ou a orgias sexuais. Ao contrário. Ele lamentava que o mundo moderno, cada vez mais racional e técnico, tivesse reduzido Eros a um impulso sexual, desvalorizando a essência do mito.Eros, na filosofia grega, especialmente na definição de Platão, é o impulso vital do homem para a curiosidade, a ligação amorosa, a amizade e o conhecimento de si mesmo e do mundo. O pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), manteve essa definição e foi o primeiro a ligar o mito à sexualidade, sem restringi-lo, no entanto, ao prazer genital."Eros em psicanálise significa uma capacidade amorosa, um sentimento amoroso de cuidar um do outro, é amor ao trabalho, às idéias", diz o psicanalista José Otávio Fagundes.Por que, então, apenas o aspecto sexual de Eros tem encontrado espaço em nossa cultura? Porque o mito, enquanto sinônimo de paixões e desejos avassaladores, geralmente entra em choque com valores e ideais arraigados ou com a ordem social, diz o professor de filosofia da USP Mário Miranda Filho. Pode provocar rompimentos, como mudança de emprego e de estilo de vida, ou atos de rebeldia, atitudes vistas com suspeita pelo sistema, que zela pela ordem.Com Eros limitado à sexualidade, os outros impulsos de vida são deslocados para a produção. "Toda a nossa força erótica, vital, foi dirigida para o trabalho. O instinto foi preterido pela razão, a intuição, desvalorizada, e aquilo que é mais íntimo ao ser humano, o seu desejo, foi transferido para objetos de consumo", observa Valverde."Isso é muito pouco. Podemos desejar muito mais. Temos trocado o grande Eros pelo pequeno Eros", diz a professora de história da filosofia da PUC Rachel Gazolla.A ausência desse "grande Eros" tem provocado muitas inquietações. A busca pelos objetos do desejo -bens materiais e padrões físicos determinados pela mídia- tem incentivado aspectos egoístas no ser humano. "Ele quer ter controle de tudo e tirar proveito das relações, o que tem levado a muita angústia", comenta Fagundes.A saída, segundo os analistas, é cuidar das relações pessoais. "O homem precisa sair de dentro de si mesmo, interagir com os outros e deixar-se afetar por eles. É mais fácil hoje alguém fazer sexo com uma pessoa do que se abrir com ela", diz o cientista social e terapeuta André Valente de Barros Barreto.A capacidade de se relacionar, de gostar dos outros é algo que se aprende quando pequeno. A criança precisa ser amada pelos pais para experimentar esse sentimento. Pessoas que não foram amadas quando crianças desenvolvem a desconfiança. Perdem a capacidade de apreciar os prazeres simples do contato humano, das amizades, da vida familiar.A escola é um local importante para as pessoas aprenderem a se relacionar. Mas, muitas vezes, ela acaba incentivando a competição. A tecnologia, outra vilã, reduz cada vez mais a possibilidade de contato interpessoal. Bate-papo, namoro e sexo pelo computador substituem relacionamentos. Não é preciso se envolver. Não gostou, é só trocar de site.Mas a capacidade amorosa é apenas um aspecto de Eros. O outro é a capacidade de questionar. "O verbo "erotan", de onde vem o nome Eros, significa amar e também perguntar", diz Gazolla. Indagar sobre as coisas à nossa volta e prestar atenção em si e nos outros são atitudes que levam a uma tomada de consciência e a um encontro com Eros.A arte é outro instrumento poderoso. Amplia a reflexão sobre a vida e desenvolve uma capacidade poética e lúdica. A arte revigora a imaginação, ajuda a aguçar os sentidos e estimula uma relação mais sensual com todas as coisas à nossa volta.O contato com o sol, a água, as plantas, o vento e os animais também é fundamental para a expansão de Eros. Mas não se deixe enganar pela ideologia do lazer, alerta Valverde. "Buscar o descanso apenas para repor energias que serão gastas novamente no trabalho é bem diferente de um ócio em que o erotismo pode acontecer", afirma.Reencontrar Eros exige uma mudança de percepção do mundo. É preciso abrir mão de velhos hábitos e de atitudes mecânicas e olhar o outro com mais atenção. Mas não requer rituais ou esforços gigantescos.ONGs que lutam pela cidadania e fazem trabalho comunitário, escolas que adotam linhas pedagógicas mais voltadas para o desenvolvimento emocional e espiritual dos alunos, pessoas que apreciam a vida, a família, os amigos, um bom prato, a natureza, as artes, que tratam bem os outros, que se preocupam com a comunidade já estão caminhando de mãos dadas com Eros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sementes





Quanta variedade !
Brancas , pretas
Lisas , rugosas
Grandes , pequenas...
Cada qual com suas características
Cada qual com o seu potencial
Cada qual se tornará uma árvore sem igual
Única no mundo
Com um sentido profundo
Quanta beleza!
Quanta singeleza !
No seu doar silencioso
No seu servir despretensioso
Que a torna entre muitas
Uma árvore especial
E tudo é assim na natureza
Tudo numa integração sem fim
Cada qual com sua paz
Participando com o que é capaz
O vento que sopra sussurrando
O sol que ama aquecendo
A terra que responde gerando
E a vida surge brotando ...


Quero através da arteterapia
Fazer das diferenças
Qualidades sem par
Valorizar as potencialidades de cada um e fazê-las aflorar
Fazer com que cada um com o seu modo de ser
Singelo e belo
Se comunique doando e recebendo
Inteirando – se no mundo
Brincando , sorrindo e vivendo esse milagre que é a vida
De modo profundo.


( Reflexão resultante da oficina de arteterapia com D.M. na APAE )

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histórias cotidianas...

(Picasso)
Foi em um ato de desespero que Ana saiu de seu lugar. Saiu sem destino , sem rumo ; ganhou as ruas da cidade.
Seu peito parecia que ia explodir ; sua cabeça comprimida de tanto pensar.Não conseguia se conter .Seu frágil Ser não suportava mais tanta carga, tanta pressão .
Num ímpeto de livrar – se de tudo aquilo e de si mesma , pôs –se a vagar.
Nesse andar desarvorado , viu um lugar bonito , verde ; parou em frente. Em meio ao centro esquizofrênico da cidade , onde carros e pessoas passavam irracionalmente, um recanto de paz; um oásis de resistência a esse mundo acelerado , lembrando a verdadeira natureza do ser humano . O canto dos pássaros em meio a tudo isso , como que chamava Ana a se harmonizar , e ela sentiu – se atraída por aquele lugar . Avistou dentro dele um prédio branco , despojado , pessoas aparentemente felizes , crianças brincando ao redor. Ana não se deu conta de que se tratava de uma escola de Artes, entrou.
Ela não conseguia pensar , só sentia...
Sentia um tremendo mal estar. Chegou até a recepção , não perguntou por aulas de teatro , música , artes , nem de dança ; como era esperado por quem estava lá.
Já fora de si, como em um pedido de socorro , Ana disse:
_Eu estou cansada desta vida!
_Eu estou cansada de morar debaixo da ponte!
_Eu quero voltar para Paraúna! Lá eu tenho casa, eu...
Ana petrificou – se , congelou –se . Sua dor era tamanha que a imobilizou.
As pessoas assustadas e amedrontadas , também ficaram paralizadas , tentando se proteger .
Ana parecia uma estátua.
Um silêncio , um vácuo se instalou...
Minutos passaram imperceptíveis , até que um burburinho começou a agitar o ambiente. As pessoas perguntavam – se:
_Quem é esta louca?
_Mais uma?!
_Esse lugar parece que atrai!
_Que é isso?
O pequeno alvoroço quedou –se quando se ouviu um estampido , um grito doído , talvez de indignação pela impassividade das pessoas , pela dor – mência coletiva.
_ Injustiça ! Injustiça ! Como esse mundo é injusto!!!!
E Ana sumiu correndo pelas ruas a fora.
Ivone

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Assumir os desejos fica mais fácil com o anonimato

Direito de ir e vir ganha força, quando não somos o foco



Imagine ser o centro das atenções. Ser ouvida por todos e receber aplausos e elogios por todo o dia. Sugere algo muito agradável, não é mesmo? Agora pense em uma vida em que você não pode expressar seus reais sentimentos e precise representar um papel 24horas por dia. Não parece uma sensação nada agradável, não é? Foi pensando nesse conflito de sentimentos que alguns artistas plásticos propagam um movimento ao redor do mundo em que passam despercebidos aos olhos do público em fotografias. Com pinturas no corpo, eles se camuflam diante das câmeras e ficam "invisíveis". A ideia é levantar a bola de que ser mais um na multidão é tão legal, ou até melhor, do que ser uma pessoa famosa, que vive no foco dos holofotes. "Diferente do que as pessoas acreditam, o anonimato sugere uma vida mais tranquila e recheada de benefícios do que quando há o reconhecimento público. Ser o foco das atenções pode ser penoso e complicado para muitas pessoas", explica o psicoterapeuta Chris Allmeida. De acordo com o especialista, não são apenas os artistas que sofrem com esse problema. "Ser o mais reconhecido no emprego, na turma, no dia a dia, enfim, quando somos o centro das atenções, podemos gerar conflitos de personalidade e até mesmo desenvolver um quadro de depressão, já que entram em conflito aquilo que as pessoas pensam de nós e o nosso autoconhecimento", diz.Porque queremos ser o centro das atençõesClaro, todos nós queremos ter o talento reconhecido ou simplesmente ser admirado pelos colegas ou pela família. Mas, quando esse desejo passa dos limites e ser o centro das atenções vira praticamente uma regra, pode significar sinal vermelho. "Pessoas que desejam aparecer o tempo todo, sinalizam problemas sérios de autoestima . Quando não nos sentimos bem com nós mesmos, queremos, a todo custo, mostrar os valores que temos, mesmo sem acreditar que eles existam." Representar um papel O grande problema de ser a estrela de um ambiente é quando você não está sendo verdadeiro. "Existem pessoas que são reconhecidas pelo jeito sempre espirituoso, por exemplo, mas na realidade, no interior, elas não são tão bem-humoradas assim, então, para não perderem o valor, precisam representar uma coisa que elas não são", explica. Dessa forma, os problemas aparecem, porque a pessoa percebe que não é reconhecida pelos seus valores reais. "O que adianta gostarem do seu lado engraçado se, na verdade, você não é assim. No fim, você acaba percebendo que não gostam de você, mas do papel que representa", diz.Imagem social x autoimagem O psicoterapeuta explica que existem dois tipos de egos: a imagem social e a autoimagem. Mas quando eles entram em conflito, os problemas aparecem. A primeira é o que as pessoas acham de nós, já a segunda é a análise que fazemos de nossos sentimentos e de nossas atitudes. "Viver em conflito com esses sentimentos é uma situação complicada, já que vemos que as pessoas nos admiram e nos atribuem valores que sabemos que são falsos. É como um jogo de mentiras". Para acabar com esse dilema, o ideal é se empenhar em mostrar quem você realmente é. Assumir quais são os seus reais valores e acabar com a representação é o primeiro passo. "É importante fazer tudo isso sem ter medo de perder o reconhecimento e a admiração", alerta o especialista. Anônimo e feliz Mas, será que ser invisível aos olhos das pessoas a sua volta realmente pode ser gratificante. "Uma pessoa que não é o centro das atenções, não precisa focar no comportamento ou na aparência o dia inteiro, por exemplo. O direto de ir e vir, de se comportar do jeito que gosta, de vestir a roupa predileta, enfim, são simples atitudes do dia a dia que podem ser realizadas de uma forma natural, sem se preocupar com a sua imagem e com que as pessoas vão falar. A vida fica mais leve".

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Compartilhando impressões,sensações , sugerindo...


“QUEM DISSE QUE É FÁCIL?” filme de Juan Taratuto

O filme é uma boa pedida para quem quer uma diversão inteligente sem questões e profundidades excessivas.

O enredo focaliza o super obsessivo Aldo (verdadeira figuraça) e seu encontro com Andréa, uma vizinha pra lá de estranha (para os padrões concebidos por Aldo como verdade), com uma beleza insinuante e a sexualidade à flor da pele. Ambos vão estar porta a porta, e, nas suas solidões vão se refazendo – especialmente Aldo –, não sem dificuldades enormes, dadas as grandes diferenças existentes. Eles se apaixonam, claro, mas ela está grávida e não sabe quem é o pai da criança... Bem, a partir daí muitas coisas acontecem e vamos nos acercando da distância que há entre os universos de um e de outro. Também vemos que ambos se esforçam para compor com o que se apresenta como impossibilidade. A questão é como se permitir abraçar outros mundos via paixão amorosa. Ou quaisquer outras paixões. Isto é mostrado com todas as contradições, paradoxo, incongruências que são do humano. Sem idealismos.

Muito , muito legal!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Compartilhando impressões, sensações e opiniões...


Em busca da Terra do Nunca , um filme que fala de um autor de teatro em um momento de baixa criatividade , de insucesso em sua última peça e que em suas incursões pelo parque ,para escrever , se depara com uma família que sofrera uma grande perda ; esse contato com as crianças o estimula a criar a história de Peter Pan/A Terra do Nunca. Assisti e achei que...

O filme é um drama que emociona ... fala da difícil relação com a perda de um ente querido , nos remete a criança que fomos , que habita os recônditos de nossa alma e que anseia por uma terra onde ninguém envelhece , onde tudo é bonito e aprazível.

No filme Peter diz a Wendy que cada criança deveria ter uma fada , mas as fadas estão morrendo pois as crianças estão ficando adultas muito cedo e estão deixando de acreditar, ele lembra que toda vez que nasce um bebê e ele sorri pela primeira vez , nasce uma fada , mas a cada vez que uma criança diz não acreditar em fadas, uma cai morta...

Fiquei refletindo sobre tantas crianças que diante de condições materiais , emocionais, espirituais tão precárias, são "forçosamente" obrigados a viver a adultez atropelando a infância .Nem tod@s tem a sorte de encontrar uma"sininho" , um Peter Pan, um sr. Barrie para trazer um pouco de magia para suas vidas...

Acreditemos!!!Quem sabe as fadinhas parem de morrer e nos ajudem a cuidar de nossas crianças...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Música





As Aparências Enganam



Elis ReginaComposição: Sérgio Natureza/Tunai


As aparências enganam , aos que odeiam e aos que amam.


Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões.


Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague ,


se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são


O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação


Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver


As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam


Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões


Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele


Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser


Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar


Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor


As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam


Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões


Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno


Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali


Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera


No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


ESTAS DEFESAS NOS PROTEGEM?
J.A. GAIARSA
Acho que acontece o contrário; defendemo-nos de coisas excelentes, fabricando uma casca protetora, verdadeira couraça..
Todos criamos cascas protetoras, para nos defender dos outros. Bichos cascudos têm pouca mobilidade, e machucam os outros. Uma velha tradição diz que o ser humano faz tudo para ter prazer na vida, e evitar a dor. Verdade?
Normalmente não procuramos demonstrar o amor que sentimos, quando amamos. Amor é ruim? Feio? Dói? Também evitamos o choro, mesmo quando a vontade é grande. Choro é feio? Dói? A mulher e o homem apaixonados se encontram.Tem vontade de pegar um na mão do outro, afagar o cabelo, abraçar, olhar nos olhos, puxar o nariz, brincar de faz de conta, manifestar ternura, contentamento, alegria, felicidade. Mas em geral não fazem nada disso.Tolhem os gestos mais espontâneos e ingênuos, que não são feios nem doem. Dariam prazer?
De fato (e INFELIZMENTE) na hora das coisas boas ficamos cheios de dedos. Não sabemos senti-las, muito menos nos entregar a elas. E usamos desculpas para esconder nossa incapacidade. Dizemos: - Não estava na hora. - Ele não é a pessoa certa. - O lugar não era adequado. - O que iriam pensar? - Não devo, não sou dessas. Verdade que procuramos prazer e evitamos a dor?
Acho que acontece o contrário; defendemo-nos de coisas excelentes, fabricando uma casca protetora, verdadeira couraça. Os psicanalistas a chamam de defesa psicológica ou mecanismo de fuga ou proteção? Toda casca faz do indivíduo um especialista? Ele sempre responde as incertezas do mesmo jeito. Por isso, torna-se muito capaz numa direção, e incapaz na outra.
Alguns exemplos: o desdenhoso sabe desdenhar espetacularmente, mas sua habilidade termina aí. O orgulhoso é especialista em colocar-se acima das coisas, e incapaz de vivê-las. O gozador tem grande capacidade em rir de tudo, porém, não sente nada de importante, já que tudo é risível. O sério julga o mundo sério demais e achata a vida. Não sabe rir.
O displicente não leva nada a sério, então, não há nada que lhe interessa. A ingênua diz com espanto nos olhos que tudo é novo, mesmo acontecimentos velhos de muitos anos. E não se enriquece com acúmulo das experiências. O cobrador vive exigindo que as pessoas cumpram sua obrigação, com isso elimina a possibilidade (e risco) das respostas espontâneas.
O desconfiado está sempre desconfiado e afasta as coisas boas que interpreta como malévola. A eterna vítima é técnica em queixar-se, portanto não se arrisca a viver uma situação agradável. O Don Juan transforma a vida numa caçada à mulher, porém é incapaz de amar alguém.
O falador interminável teoriza sobre tudo e não vive, a vida é um dicionário. Esses são só alguns exemplos de cascas. Pois há tantas....e todas dificultam a vida. Como se fossem óculos escuros, impossibilitando a visão do arco-iris. O cavaleiro medieval, armado de imponente armadura, investe contra o índio nu. Casca e não casca. Quem vai ganhar?
Se for preciso passar por uma ponte estreita (ou seja, por um momento difícil) é quase impossível manter o equilíbrio com a armadura. O índio ganha se surgir um perigo inesperado; como é que o cavaleiro se defenderá? Ele só sabe fazer as coisas de um jeito (é um especialista). O índio ganha. Se acontecer um empurrão (isto é, se as pressões sociais forem muitas), o cavaleiro não resiste e cai. O índio ganha.
Além disso, durante todo o tempo da luta, o encouraçado tem a respiração deficiente. Em conseqüência disso, ele pensa, sente e se mexe mal, pois a casca feita, na verdade, por tensões musculares que prendem, como uma roupa apertada, inibe todas as expansões.
Voltando aos exemplos, como o cavaleiro encouraçado, o desdenhoso, a vítima, o orgulhoso e os outros cascudos, especializados em suas defesas se movem, respiram, se sentem mal, vivem mal. Todo bicho muito cascudo,tartaruga, besouro, morre quando cai de costas. Seria bom aprender esta lição. A casca oprime, limita e sufoca. Nos torna burro em todas as reações que fogem a nossa especialidade. Nos deixa tenso e sem reações de forma que deixamos a vida passar sem ralmente vivê-la, como se passa o tempo.Autor: J.A. Gaiarsa Couraça Muscular do Caráter (Wilhelm Reich) Editora Ágora/ Edição 4 / 1984

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Vida-roda viva


A gente já nasce sabendo que vai morrer.Não se sabe data, nem jeito , mas sabe-se que este dia é fato; chegará para todos.Vivemos como se fôssemos eternos e na maioria das vezes protelamos sonhos, encontros, conversas, mudanças, desejos...
Um diagnóstico negativo desperta-nos para esta realidade, a da finitude;mesmo que só da matéria .E foi assim , no final de 2003 com o diagnóstico de câncer, da minha mãe , muitas reflexões foram suscitadas ; a doença estava nela e consequentemente em nós.
Depois do impacto, do desespero de se ver diante da morte , veio a “com ciência” de que não fazia sentido tanto temor ;todos “doentes” ou não , estamos fadados ao mesmo fim e independente de tal diagnóstico , podíamos e podemos a qualquer hora , dia , chegar ao fim dessa existência;além do que , hoje, diagnóstico de carcinoma não quer dizer morte certa, como muitas outras doenças , aprende-se a conviver com ela.
Bom , com tudo isso me veio uma vontade de “aproveitar “ , desfrutar melhor da companhia das pessoas queridas , de querer estar inteira, presente nos momentos .Assim foi por um bom tempo, e neste tempo quantas coisas aconteceram!!!Os dias passaram e passam , a gente esquece da impermanência das coisas, da roda viva que é a vida.
As doenças , os problemas , as crises , são formas que o nosso sábio organismo usa para chamar atenção de que algo não vai bem , que a harmonia foi desfeita , são maneiras de expressão ; tentativas de se auto- equilibrar ; provocam questionamentos ,convocam a olharmo-nos interiormente e oferecem oportunidades de mudança de visões , de como se vê e vive a vida.
As vezes um lado nosso , diante do veredicto fatal, anima-se a viver intensamente e rapidamente ; outras vezes , se o sofrimento se prolonga , cai-se n’uma tristeza infinda.Os extremos não são legais.Mas o fato é que , de qualquer forma a doença é um “cheque mate” , ou se reformula todas as suas concepções( o que reflete no modus vivendis) , ou sucumbe-se .Essas vivências estão por aí , percorrendo o “tabuleiro”, ora focando a rainha , ora o rei , ora o cavaleiro e assim por diante... a jogada muitas vezes é individual , mas todo o jogo é afetado , o aprendizado é coletivo.Para os espiritualistas a cura , em alguns casos é a morte.
Eu só sei que nesta escola “mundana”, fui , fomos surpreendidos mais uma vez .Mesmo frente a tantas evidências , queríamos crer que tudo ia bem .Então , depois de quase cinco anos e “crendo que estava tudo bem”, intuí que minha mãe estava indo embora, e novamente me dei conta da efemeridade da vida e de quantas coisas não havíamos falado , apesar da convivência diária.Comecei a pensar quais seriam seus sonhos de menina , se achava que os tinha realizado , queria saber de suas angústias de menina , adolescente, mulher.Inventei de pensar se haveria algo que ainda gostaria de realizar, se queria rir à toa , jogar conversa fora...Como n’uma tentativa de recuperar esse tempo não vivido , desconcertada pois, a rotina , a moral , as hierarquias criam em nós barreiras , pus- me a perguntar a minha mãe sobre seus sonhos de menina...mas ela já estava em outro estágio de vida e de dor...triste , sem vibração , não se interessou por tal conversa.Notava –se uma enorme tristeza , mas com tudo isso , ela juntou toda a sua generosidade e pôs –se a agradecer uma por uma as pessoas que lhe acompanhou nesta jornada.GRATIDÃO.Um choro de saudade antecipada, de partir; ao mesmo tempo , a certeza da missão cumprida.Nenhum lamento.Momentos de tristeza e de grande beleza ;como uma Pietá de Michelangelo.Indescritível!!Coube –nos retribuir a altura a dignidade da rainha.
O jogo continua , as peças hoje , ocupam outras funções, a cada dia revendo suas posições.
O desafio é manter o equilíbrio emocional , viver o presente intensamente, com a ciência(consciência) de que a qualquer hora o jogo pode mudar , a roda irá girar!!!

Ivone

segunda-feira, 3 de agosto de 2009



La Forza Della Vita (P. Vallest/Dati)
Anche quando ci buttiamo via,Per rabbia o per vigliaccheria, per un amore inconsolabileAnche quando in casa è il posto più invivibileE piangi e non lo sai che cosa vuoi
Ainda quando "caímos fora"Por raiva ou por covardia, por causa de um amor inconsolávelAinda quando a casa é o lugar mais inabitávelE choras e não sabes o que queresAcredite que há uma força em nós, meu amorMais forte do que um relâmpago,do que este mundo irracional e inútilMais forte que uma morte incompreensívelE do que esta nostalgia que não nos larga mais
Credi c'è una forza in noi amore mio,Più forte dello scintillio, di questo mondo pazzo e inutileÈ più forte di una morte incomprensibilieE di questa nostalgia che non ci lascia mai.
Quando tocares lá no fundoDe repente sentiras a força da vida que trazes contigo,Amor não sabes, verás, existe uma saída
Quando toccherai il fondo con le ditaA un tratto sentirai la forza della vita, che ti trascinerà con se,Amore non lo sai, vedrai una via d'uscita c'è.
Ainda quando comes com dorE no silencio sentes o coração,como um rumor insuportávelE não queres mais levantares,O mundo está inatingívelE ainda que a esperança já não seja suficiente
Anche quando mangi per doloreE nel silenzio senti il cuore, come un rumore insopportabileE non vuoi più alzarti e il mondo è irraggiungibileE anche quando la speranza oramai non basterà.
Existe uma vontade que esta morte desafiaÉ a nossa dignidade, a força dessa vidaQue não pergunta mais o que é a eternidadeAinda que haja quem a ofenda ou que a venda
C'è una volontà che questa morte sfidaÈ la nostra dignità la forza della vitaChe non si chiede mai cos'è l'eternitàAnche se c'è chi la offende o chi la vende l'aldilà.
Quando sentiras que segura em teus dedosA reconhecerás, a força da vida que trazes contido,Não deixes ir embora mais, não me deixes sem vocêAinda dentro das prisões da nossa hipocrisiaAinda no fundo do hospital nessa nova doença
Quando sentirai che afferra le tue ditaLa riconoscerai la forza della vita, che ti trascinerà con se,non lasciarti andare mai, non lasciarmi senza te.
Existe uma força que te guarda e que reconhecerásÉ a força mais teimosa que existe em nós que sonha e não entrega mas
Anche dentro alle prigioni della nostra ipocrisiaAnche in fondo agli ospedali nella nuova malattiaC'è una forza che ti guarda e che riconosceraiÈ la forza più testarda che c'è in noiChe sogna e non si arrende mai
É a vontade, mais frágil e infinita, a nossa dignidade (meu amor) é a força da vidaQue não pergunta mais o que é a eternidade, mas que luta todos os dias conosco até não ter fim
È la volontà, più fragile e infinita, la nostra dignità{Amore mio} è la forza della vita
Quando sentiras (a força dentro de nós)Che seguras em teus dedos (meu amor antes ou depois)A reconhecerás (a sentirás)A força da vidaQue trazes contigo, que sussurra no seu interior:"Veja quanta vida ainda existe!"
Che non si chiede mai, cos'è l'eternitàMa che lotta tutti i giorni insieme a noi, finchè non finirà
Quando sentirai {La forza è dentro noi}Che afferra le tue ditta {Amore mio prima o poi}la riconoscerai , {La sentirai}La forza della vita
Che ti trascinerà con se, che sussurra intenerita:"guarda ancora quanta vita c'è!"

segunda-feira, 6 de julho de 2009




Criar


Criar
É usar seu potencial criativo
E tornar – se um sujeito ativo
Saber olhar o mundo ao redor
Senti- lo , re- organizá-lo
Fazendo – o cada vez melhor


Criar é a cada dia
Perceber uma nova melodia
E expressá-la com mestria
É enxergar no obstáculo
Um sagrado oráculo
Que traz em si
A semente do porvir


É mover – se entre correntes
Labirinto sem fim
Procurar saídas nas torrentes
Encontrar- se enfim
É libertar – se de velhos conceitos
Despir de preconceitos
Transformá-los em novos preceitos


Criar é agir sobre a matéria
Física ou etérea
É configurar idéias
E nelas se expor
Abrir-se sem pudor
É moldando , se moldar
Marcar com o seu viver
E o seu jeito de ser


Criar é o pleno viver!!!!


Ivone T. Cunha

sábado, 27 de junho de 2009

Tem gente que pensa inho
Tem gente que pensa ÃO.

Inho é motoserra.
Ao é preservação .

Inho é invasão .
Ão é a ajuda humanitária.

Inho é ter inveja.
Ão é ser do bem.

Inho é estresse.
Ao é feriadão.

Inho é o tédio.
Ao é a adrenalina.

Inho é imitar.
Ão é criação.

Inho é modismo.
Ão é ter estilo.

Inho é o reclamão .
Ão é o otimista.

Inho é subornar.
Ão é ser cidadão.

Inho é fugir da raia.
Ão é encarar discussão.


Texto retirado da propaganda do Jornal Estadão.(Março de 2006.)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O elogio ao ócio
Por Eugenio Mussak

O título deste artigo é o mesmo de um livro de Bertrand Russel. Pode parecer estranho que um homem tão estudioso e produtivo como o filósofo inglês, que nos deixou uma análise primorosa de toda a civilização ocidental, se detenha a elogiar o ócio. Mas foi o que ele fez, acredite. Ele esclarece que as pessoas sempre buscaram vivenciar o ócio, não só por conforto, mas porque graças a ele, podiam dedicar-se às artes, à filosofia, à literatura e às invenções. Em outras palavras, a humanidade evoluiu em grande parte graças à tendência humana de dedicar-se à contemplação e não ao trabalho duro.Entretanto, durante muito tempo, o ócio só foi possível para alguns privilegiados, graças ao trabalho braçal de uma grande massa de trabalhadores sem direitos. Na Grécia de Platão e Aristóteles havia mais escravos que cidadãos. Na Europa feudal os nobres e o clero eram sustentados por milhões de plebeus que entregavam a estes a principal parte de sua produção. Em plena Revolução Industrial, que pertence à História relativamente recente, os operários mal ganhavam para comprar comida, enquanto os donos do capital enriqueciam.Felizmente a roda da vida não pára e hoje, graças à tecnologia e a racionalização do uso do tempo, todos ganhamos a oportunidade dedicar boa parte de nossa vida ao ócio. Entretanto, vale lembrar que praticar o ócio não significa deitar na rede e ficar olhando a grama crescer. Ócio é o tempo fora do trabalho, dedicado ao prazer, sendo que este pode ser tremendamente produtivo, quando é encontrado na literatura, na música, no esporte, na gastronomia, na meditação, nas relações humanas que agregam valor.E mais: quando retiramos prazer real do trabalho que realizamos, podemos dizer que dedicamos nossa vida inteira ao ócio. O sociólogo Italiano Domenico de Masi ganhou fama mundial defendendo o Ócio Criativo, que vem a ser o encontro do trabalho com o aprendizado e o prazer. Segundo ele, essa será a tendência das pessoas inteligentes e das sociedades evoluídas. Antes, tínhamos um lugar para trabalhar, chamado emprego, outro para aprender, chamado escola, e ainda outro para a diversão, que podia ser o bar, ou a praia. Hoje buscamos viver em um ambiente em que essas três necessidades do homem moderno são atendidas ao mesmo tempo. Bem vindo ao futuro!A preocupação com a aparência, os cuidados com a saúde, o gosto pela moda, o interesse pela arte são manifestações modernas do ócio que dignificam as pessoas que se encontram em estágios de evolução compatíveis com o terceiro milênio. Com a vantagem que hoje podemos produzir o suficiente para nos permitir praticar o ócio como nos parece melhor, sem culpa nem remorso. Aliás, se culpa houver, que seja a de não se aproveitar o que de melhor a vida oferece, como as belezas das artes, a alegria das amizades, a excitação dos esportes, as maravilhas do amor. Digo, sem medo de ser considerado irresponsável: viva o ócio produtivo, sem o qual, a vida não só é chata, é, também, pequena. Além de ser curta demais!

Texto publicado sob licença da revista BobStore.Todos os direitos reservados.

terça-feira, 16 de junho de 2009


Refletindo sobre o ser diferente e a inclusão.

Tudo o que foge ao convencional provoca estranheza
Basta fugir do padrão da normalidade para logo desconfiarmos de tal
Que necessidade temos de um lugar comum!
De pertencermos a um grupo “normal “, etc e tal!
O diferente incomoda , mexe com a ordem estabelecida
O disforme fere a visão
Provoca náusea , mexe com OS SENTIDOS
E mesmo usando todos os sentidos , não conseguimos perceber o “conteúdo “ desta grotesca “embalagem”
Então só vemos tudo o que não queremos : a imperfeição
Fomos “treinados” para vencer , ter sucesso , perseguir a perfeição
Lógico , obedecendo a padrões sociais
Não fomos preparados para lidar com frustrações , com variações
Diante do bizarro , temos todo tipo de reação:
Pena , dó, repulsa , medo, resistência e reticências...
Procuramos nos defender criando barreiras mil
É preciso ter olhos de artista , de especialista que procura o belo no inusitado
Ser como um apicultor que não se deixa enganar pela estranheza da colméia tirando dela o doce mel
Vislumbrar num casulo a borboleta iminente
Ver para além da ameaça, a graça de um ser singular
Baixar a guarda , abrir o peito e aceitar o outro com certeza irá ajudar
Só isso não vai bastar
Será necessário estudar e a própria cartografia traçar
Para rumo a viagem ao desconhecido
Há de ter que se equipar
Para nesta aventura se lançar
E boa viagem realizar



Produzido em 25/04/2002.
Ivone T. Cunha.

sábado, 6 de junho de 2009

Instalação de Vìnícius S.A.

Chove choro


A chuva cai lá fora

Daqui do meu quarto ouço o tilintar dos pingos

Aqui dentro do meu peito meu coração inveja a chuva

E desagua o seu tilintar de lágrimas

É a chuva que cai

É o choro que sai

Choro que como esta chuva de janeiro

insiste em não cessar

Não sei porque choro

Só sei porque chove

E o tempo vai passando

Tilintar daqui , tilintar de lá

Chove aqui e chove lá.

domingo, 24 de maio de 2009

Um lugar sem igual!!!!!!!Especial!!


O ônibus passa levantando o poeirão , as galinhas saem correndo da rua ; crianças andam à cavalo ou brincam com os pés descalços.
Pela janela do ônibus vejo uma bela paisagem surgir ...Nada de luxo , de modernidade ou conforto , apenas simplicidade.O conforto vem da sensação do relógio ter parado no tempo e de se ter todo o tempo do mundo . A beleza natural do lugar se completa com a simpatia do povo que o habita. Todos se conhecem ...O ônibus continua passando pela estrada e os acenos são constantes :
_Oi José!
_Bom dia Mané !
_E a Joana?
_Tá bem...
Pára aqui , pára acolá e logo vai se esvaziando; uns descem com compras feitas na cidade , outros descem com crianças ...desce também um padre com hábitos antigos.
Fico admirada ao saber , em conversa com um dos moradores , que o mesmo não conhece o povoado vizinho;admirada do contentamento , da satisfação do mesmo com o que se tem , sem desejar nada além de suas necessidades.
Chega a minha vez de descer , logo adentro uma casa modesta , com um belo fogão a lenha a aquecer o ambiente ...sinto um aroma de boa comida , comida mineira , feita com zelo.O encanto continua no arranjo das coisas da casa, tachos de cobres pendurados , um coador antigo de café , o bule esmaltado , as miniaturas de vasilhas e pratos decorados que enfeitam as paredes ; no porte elegante de um velho caboclo de olhos claros , jeito matuto de falar , paciência para lidar com os que o cercam... Os santos , oratórios , estão por todos os cantos .
Sinto uma pequena e boa inveja deste povo que vive e que o viver lhes basta; ao mesmo tempo é como se já tivesse vivido assim , como se minha memória arquetípica fosse despertada dando – me a impressão de que tudo aquilo me era por demais familiar, era como se pudesse vivenciar um pouquinho da vida dos meus pais e avós.
Mais tarde veio o forró em um descampado, fogueiras acesas , barraca com caldos ,,, quentão ; a música “tecnologizada” já chegara naquele lugarzinho no meio do nada, mas ... a cena de moços , moças e crianças dançando , parecia pertencer ao passado , parecia uma pintura .Lembrei – me do Volpi em suas incursões pelo interior do Brasil, de suas bandeirinhas e tantos outros que tentaram eternizar momentos como este...
No dia seguinte , bem cedo , prazeroso foi abrir as janelas , sentir o ar puro e mesmo com uma leve chuva fora de época , sair andando pelo povoado com uma sombrinha , cumprimentando todos como se fossemos velhos conhecidos , recebendo convites para o café...
Simpáticas e simplórias como as pessoas , eram também as igrejinhas do lugar .
Lembrei – me das histórias do mineiro Ruben Alves , de suas recordações ; fiquei pensando também como Guimarães Rosa retrata tão bem o sertanejo e deliciei-me com Milho Verde , distrito de Serro , que fica na serra do Espinhaço, dentro do Vale do Jequetinhonha... Beleza ímpar , lugar encantado , oásis em um “deserto” de modernidade capitalista.



Ivone T. Cunha

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Atritos

ATRITOS
(Roberto Crema )
Ninguém muda ninguém;ninguém muda sozinho;nós mudamos nos encontros.Simples, mas profundo, preciso.É nos relacionamentos que nos transformamos.Somos transformados a partir dos encontros,desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio,e as pedras que estão em sua foz?As pedras na nascente são toscas,pontiagudas, cheias de arestas.À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras,ao longo de muitos anos,elas vão sendo polidas, desbastadas.Assim também agem nossos contatos humanos.Sem eles, a vida seria monótona, árida.A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins,sem a existência do outro, sem o seu contato.Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro,é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.Quando olho para trás,vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas,me permitiram ir dando forma ao que sou,eliminando arestas,transformando-me em alguém melhor,mais suave, mais harmônico, mais integrado.Outras, sem dúvidas,com suas ações e palavras me criaram novas arestas,que precisaram ser desbastadas Faz parte...Reveses momentâneos servem para o crescimento.A isso chamamos experiência.Penso que existe algo mais profundo,ainda nessa análise.Começamos a jornada da vida como grandes pedras,cheia de excessos. Os seres de grande valor,percebem que ao final da vida,foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas,se aproximando cada vez mais de sua essência,e ficando cada vez menores, menores, menores... Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,dada a compreensão da existência e importância do outro,e principalmente da grandeza de Deus,é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?Sabemos quanto se tirad e excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor...Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto,constituído de muitos elementos,mas essencialmente de amor.Deus deu a cada um de nós essa capacidade,a de amar...Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago,temos que nos permitir,através dos relacionamentos,ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo,de fazê-lo brilhar Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.Não entendia que ferir e ser ferido,ter e provocar raiva,ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito.Minha palavra final: ATRITE-SE!Não existe outra forma de descobrir o amor.E sem ele a vida não tem significado.

domingo, 3 de maio de 2009

Mãe Superação


Receber a missão de colocar nove filhos no mundo, sendo um deficiente, não é para qualquer uma!!! E como se fosse pouco ainda terminar a missão da sogra e cuidar do cunhado até a morte!!!
Dá pra imaginar aquela menina de pés descalços, roupas surradas, sem um referencial de mãe,pois ficou órfã aos dois anos; criando , educando e transformando esses filhos e filhas em educadores? Construtores de um mundo melhor e possível?

A menina mineira de Bom Despacho, que guardou carinhosas recordações do pai, logo que o mesmo se casou pela segunda vez , foi para a companhia dos irmãos e veio para Goiás . Aqui morou com irmãos, trabalhou em diversas casas até que, adolescente, conheceu e casou-se com o seu esposo Marcolino; deu-se então início a essa difícil e honrosa missão de MÃE !
Minha Mãe dizia que sempre pedia auxílio a Nossa Senhora para educar @s filh@s todas as vezes que não sabia como agir.

Com a sogra aprendeu muitas coisas, entre elas, benzer. Foi com grande fé, intuição, amor, carinho, humildade, simplicidade e astúcia, que ela foi superando a orfandade, a pobreza, a falta de instrução, o preconceito, a dor...

Na sua caminhada costurou , bordou, benzeu, furou orelhas , fez remédios caseiros, cortou cabelos , fez doces, biscoitos , limpou peixes , vendeu... E não parou; com sua sabedoria popular, se fez, construiu sua vida e colaborou efetivamente para o projeto de CRISTO. Cuidou da VIDA, AMOU a si e o próximo, transformou a realidade, foi empreendedora ao seu modo...

Ainda nos seus últimos dias de vida, acamada, preocupava se todos estavam sendo bem recebidos, se estavam se alimentando...

Há quatro anos atrás lutou bravamente contra um câncer de mama e superou mais um desafio da vida. A doença silenciosa e traiçoeira, sorrateiramente driblou–a se alojando em outra parte do corpo, esquivou–se covardemente de aparecer nos exames, sabia de seu amor pela vida, de seu cuidado com a saúde e que, se aparecesse, a guerreira se postaria a derrotá-la novamente...ainda assim , sem saber da existência de tão bravo inimigo, a MÃE superação lutou dignamente, bravamente , serenamente...

Com ar de missão cumprida, com orgulho do legado que deixou para a humanidade, filhos amorosos, com princípios e seu amado companheiro, que continuarão a sua HISTÓRIA e a construção do Reino de Deus, ela partiu ...

A Mãe Águia, Mãe Flor, Mãe Passarinho... se encantou ! Virou estrela! Seu brilho, sua força permanecem!
Fica a ausência, a falta do toque, do abraço, do beijo, da doçura, da companhia, do amor incondicional...
Fica a saudade do café, dos saborosos doces (de figo, mamão...), dos biscoitos...
Mãe fundamental, obrigada!!!!!!!!!

Texto: Ivone da Cunha Teixeira – 18/08/08

sábado, 25 de abril de 2009

Honestidade consigo mesmo

Honestidade consigo mesmo ...
O importante é querermos saber o que está dentro de nós .Devemos cultivar o desejo de ser honestos conosco.Honestidade consigo mesmo é um hábito de autopercepção que deve ser praticado diariamente .E essa autopercepção é mais um processo que um fato isolado .Devemos adquirir o hábito de tomar consciência de nossa forma extremamente pessoal e individual ao processar nossas sensações , percepções , emoções e motivações.Devemos examinar mais atentamente a forma pela qual chegamos a nossas decisões e por fim , a nossos atos.
Só assim chegaremos a uma percepção maior de nossos processos pessoais e a um controle mais consciente de nossas ações e reações . É claro que , durante todo esse processo , devemos assumir a responsabilidade por nossas decisões e nosso comportamento.Sabemos que são o resultado de algo dentro de nós.Ao mesmo tempo , devemos ouvir e procurar descobrir o que está lá dentro.Devemos procurar descobrir quem somos de verdade em vez de tentar dizer a nós mesmos quem devemos ser.
Ser honesto consigo mesmo requer desistir das encenações e dos papéis .Mas , antes de haver desistência , é preciso haver reconhecimento .Como é minha peça de teatro?Dizem que todos carregamos um cartaz à nossa frente.Nós mesmos o fizemos , ele nos anuncia.E somos tratados de acordo .Se o cartaz diz “Burro”, os outros não se aproximam de nós para uma conversa séria.E, se o cartaz diz “Capacho”, os outros tendem a deitar e rolar em cima da gente.
O curioso a respeito dos nossos cartazes é que os outros conseguem Le-los claramente, embora poucas vezes tenhamos percepção da nossa publicidade .Esse , a meu ver , é um de nossos receios mais comuns de intimidade.Se eu deixar que se aproxime de mim , você vai ver o que há por trás de minha cena de teatro , vai ler o cartaz que está nas minhas costas.Vai decifrar o meu enigma.Pode deixar – me inteiramente nu.

John Powell,SJ

In As estações do coração.Edições Loyola.

sábado, 11 de abril de 2009

A libélula


Encontrei uma libélula na minha sala de trabalho . Olhei – a , desenhei – a e não me dei por contente.Queria tê – la em minhas mãos para examiná – la detalhadamente. Lembrei que havia estado com uma morta em minha mão e não tendo tido o devido cuidado , ( deixei-a ao léu) e ela foi destroçada . Agora seria a minha chance , porém esta estava viva. Queria tê – la mas não tinha coragem de matá-la .
A libélula ficava se debatendo contra a cortina branca , procurando a liberdade.
E eu bem que podia ajudá-la a se libertar , seria simples...mas era cômodo tê- la como presa.Queria – a para mim ! O meu egoísmo impedia – me de vê –la feliz , voando...
Cheguei até mesmo a ter pensamentos maldosos : “ Deixarei – a se debater até morrer , assim , imóvel , terei –a pra sempre!”
Mas o destino soprou a favor da minha presa. Ela insistiu , debateu – se e... o vento entrou movendo a cortina , deixando uma fresta e a bela libélula voou livre ...

Me distraí nos meus pensamentos e quando “retomei a consciência” , percebi que ela havia partido. Mais uma vez os pensamentos inundaram minha mente...Quantas vezes agimos assim , como libélulas? Quantas vezes fomos libélula nas mãos de alguém ????Presa fácil!
Quantas vezes fomos algozes de alguma espécie frágil?
Nem sempre os ventos favorecem as delicadas criaturas ... Nem sempre as criaturas são frágeis como pensam ser...

"Re- ssurreição"

desenho /lápis de cor
Estou só
Voltada pra mim mesma
Colocando as coisas nos devidos lugares
Tentando costurar uma nova mulher
Cônscia do processo
Mas , com dores imensas!
A serenidade externa
contrasta com as feridas abertas
As angularidades , toda tensão e rigidez
persistem ao querer equilibrar luz e sombra
A paixão abortada
Foi um golpe fatal no meu Eu
Com a pureza de menina ultrajada
Houve a morte das ilusões
O amor romântico sepultado
em um túmulo de esperança
Estou exposta , fragilizada e armada
Mas esperando que da verde lápide
A vida ressurja
E que o sacrifício transmute em significativas bençãos.
(04/04/07)

Ponto de vista


Ponto de vista

A paisagem muda conforme o ponto de vista .
E as vezes a visão é míope , superficial
Quando fixa-se demais a visão ,os olhos lacrimejam e tudo embaça, confunde...
Cuidado!
A perspectiva é ilusória e não real
Ninguém é completamente bonzinho ou mauzinho
O difícil é conseguir enxergar o bonzinho no mauzinho ou crer que aquele bonzinho contém em si um lado perverso.
Para se ter uma noção mais precisa , mais próxima do real , é preciso olhar o outro por diferentes ângulos
Ajustar o foco também é imprescindível
Aproximar e aferir o que se vê com o que se é , romper com a superficialidade
A visão engana , é cônica !!!

Me apaixonei por um besouro!!!


Me apaixonei por um besouro!!!

Tudo aconteceu quando cheguei no meu trabalho e dei de cara com ele na mesa. Inicialmente foi uma sensação de estranhamento, olhei e vi aquela bolhinha marrom ,mas quando o virei e fitei-o nos olhos, foi fatal!!!Amor a primeira vista !!!!!!! Sua carinha carente arrebatou meu coração .Comecei a achar tudo lindo .Sua textura brilhante, sua cor marrom sem igual, aquela carinha angelical...Fiquei ali enamorada de um besouro.
Resolvi então que faria um lindo retrato seu e que o levaria comigo para casa .Mas qual não foi minha decepção!!!!!Ao revirar meu amado de um lado para o outro para registrá -lo , percebi que o mesmo não se mexia.Triste desilusão!!!!!!!Meu querido estava morto!Fiquei consternada! Era uma tristeza só! Mas...comecei a pensar que qualquer dia desses eu possa encontrar um outro besourinho tão lindinho quanto esse. Quem sabe, né?